A imigração japonesa comemora 110 anos no Brasil

A imigração japonesa comemora 110 anos no Brasil

Desde que chegaram ao Brasil, os japoneses são parte muito importante da história do País. Quando Kasato Maru, o primeiro navio oficial da imigração, chegou por aqui, trazia muitos cidadãos que aceitaram se aventurar em um lugar bem distante e com uma cultura completamente diferente da que tinham em casa.

No século XIX, com a abolição da escravatura, o Brasil procurava mão de obra para trabalhos agrícolas. Assim, o governo brasileiro permitiu a busca de imigrantes na Ásia. Já no Japão, o cenário era bem diferente, com a modernização do país nos modelos ocidentais, a maior parte da população – que era rural – estava sem trabalho. Então, o governo japonês sugeriu a emigração como alternativa de sustento para as famílias.

Ao desembarcar em terras brasileiras em 1908, os japoneses já traziam traços simbólicos de sua cultura que permanecem até hoje: cuidado, limpeza e muita educação. Mesmo com dificuldades, como idioma e negociações, muitos imigrantes foram para novas regiões e fundaram colônias próximas a Santos, trabalhando fora das fazendas. Eles também abriram pequenos comércios e se tornaram agricultores em lotes de terras comprados pelas empresas de emigração.

Mantendo suas tradições, a população imigrante pouco a pouco colaborou no desenvolvimento de cidades e, para celebrar os 110 anos de história no Brasil, a comemoração do Ano Novo Japonês conta com diversas iniciativas. Uma das principais é o projeto de sustentabilidade do Centro Esportivo Kokushikan Daigaku em São Roque – SP, pelo arquiteto Eiji Hayakawa, que hoje abriga o Festival das Cerejeiras. Em 2017, 25 mil visitantes passaram por lá.