As diferenças entre templos e santuários no Japão

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Você sabe o que é um templo? E um santuário? Já parou pra pensar se há alguma diferença entre essas casas de oração centenárias espalhadas pelos cantos do Japão?

Pois há muitas diferenças, sim. Para entender melhor, é importante saber qual religião se pratica nessas casas. Isso muda tudo!

Para começar, os santuários pertencem ao xintoísmo. Já os templos, ao budismo.

O xintoísmo é a religião original do Japão e há registros dela desde a pré-história. É uma prática politeísta que contempla a energia e a força da natureza além de reverenciar a memória dos ancestrais.

Quando o budismo chegou no Japão, tornou-se também uma religião bastante popular e difundida. Nele, seguem-se as ideias de Buda e conceitos, como o Karma.

Pronto! Agora fica mais fácil entender as diferenças entre templos e santuários. Quer ver?


Templos budistas

Também são chamados de otera.

Pode-se dizer que, mesmo repletos de beleza e riqueza de detalhes arquitetônicos, os templos são discretos, a cor das vestes dos monges é, no geral, mais sóbria. Durante as orações, preserva-se o silêncio e as pessoas tiram o sapato para entrar. Há uma construção marcante: o pagode ou seja, arquitetura com várias torres.


Santuários xintoístas

Conhecidos como Jinja, embora tenham muitos outros nomes, os prédios são imponentes e grandiosos. As cores são vivas e brilhantes e chamam a atenção de longe. Como o culto à natureza faz parte do xintoísmo, normalmente eles ficam próximos de bosques e árvores. Nos santuários, há o torri, um portal sagrado, de madeira, geralmente pintado de vermelho, e para se conectar com o mundo espiritual.

No Japão, grande parte das pessoas cultua as 2 religiões ao mesmo tempo.