Trazido ao Brasil pelos japoneses, beisebol quer conquistar mais adeptos

Trazido ao Brasil pelos japoneses, beisebol quer conquistar mais adeptos

Número um do Japão, o beisebol ainda é pouco comum no Brasil. Apesar de trazido por norte-americanos em 1950, foram os japoneses que ajudaram na montagem de times, clubes e campeonatos.

O esporte teve sua origem na Inglaterra, no século 18. Mais tarde, levado à América do Norte, passou por adaptações e sua criação é datada de 1839 com regras estabelecidas em 1945.

Em terras brasileiras, começou a conquistar mais adeptos décadas após sua chegada, e hoje já tem muitos times e praticantes que treinam com intensidade para competir em jogos regionais e até mundiais. Para o presidente da Federação Paulista de Beisebol e Softbol, Olívio Sawasato, a modalidade tem se desenvolvido não só em São Paulo, mas em todo o Brasil.

“Temos diversas equipes no País, com atletas de diferentes nacionalidades. Atualmente, são cerca de 6 mil jogadores, disputando torneios e competições”, explica.

Ainda segundo o dirigente, muitos deles têm chamado a atenção de equipes do exterior. Alguns, inclusive, atuam em ligas profissionais, como nos casos dos arremessadores Paulo Orlando e André Rienzo. “São expoentes do beisebol nacional. Destacaram-se e chamaram a atenção das equipes do exterior. Isso é fruto de um trabalho desenvolvido desde a base, quando crianças aprendem a jogar”, ressalta.

Desde o início, por ser coletivo e dividido em diversas categorias, o esporte atrai turmas mistas de interessados, o que gera integração de descendentes de japoneses e brasileiros.

Fundadas por japoneses, muitas das equipes mantêm como tradição a disciplina – ou seja, estabelecer a ordem – e o respeito como fundamentos a serem seguidos.

Em São Paulo, no bairro do Bom Retiro, existe o Estádio Mie Nishi para a prática do beisebol; em Ibiúna tem o Complexo do Centro de Treinamento da Yakult para atender atletas de alta performance; além de diversas outras escolas e entidades nipo-brasileiras. Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Espírito Santo também têm ligas próprias. Portanto, para quem deseja conhecer a modalidade, vale a pena visitar um dos locais indicados.

Como funciona

Duas equipes disputam o jogo com o objetivo de marcar pontos – uma ataca com o batedor (que é revezado) e outra defende com nove jogadores. O batedor deve acertar a bola arremessada pelo lançador, mandando-a para longe, e percorrer todas as bases do campo (em formato de semicírculo), antes de a bola voltar com os interceptadores adversários. São nove revezamentos de ataque e defesa entre os times, podendo acrescentar novas entradas, até que um deles vença.

O esporte tornou-se olímpico nos Jogos de Barcelona (1992), mas acabou tendo sua última participação em Londres (2002). Atualmente, para a disputa global entre os países, acontece o Clássico Mundial de Beisebol, sancionado pela Federação Internacional de Beisebol. Em 2012, de forma inédita, o Brasil pode participar da competição, tendo subido no ranking para a 20ª posição. Hoje, oscila entre 14º a 16º (julho de 2015).