O Japão não para: conheça os 3 exoesqueletos mais avançados do mundo

bichinho virtual

Quando a gente fala em exoesqueleto, uma das primeiras coisas que vem na cabeça é superpoder, igual ao dos robôs dos filmes. Ao fazer um paralelo com a vida real, essa tecnologia dá grandes passos nessa direção, pois ao construir armaduras robóticas, é possível melhorar ou recuperar a capacidade física de idosos e diminuir o cansaço dos militares.

O primeiro exoesqueleto foi feito em 1961 nos Estados Unidos para um projeto do Pentágono. O intuito era fazer um robô que pudesse ser vestido, assim como as roupas, mas como foi considerado inviável, tanto do ponto de vista econômico quanto de mecânica, o processo de fabricação foi interrompido.

Pensando nisso e sabendo que o Japão é referência em tecnologia, a gente foi atrás dos 3 exoesqueletos que provam todo o pioneirismo nipônico. Veja só:


Cyberdyne HAL-5 (HybridAssistiveLimb), MK3 PoweredJacket – Sagawa Eletronic , SEnS (SensorimotorEnhancingSuit)

Pesando 10 kg, o equipamento foi criado para ampliar a capacidade física e levantar objetos pesados sem esforço. O funcionamento é bem simples, ele detecta impulsos elétricos a partir de sensores que são colocados na pele.

Usado principalmente para reabilitação de pacientes em hospitais, também foram desenvolvidas versões específicas para os técnicos trabalharem na recuperação da Central Nuclear de Fukushima.

Por enquanto, essa invenção está disponível apenas para aluguel: 490 dólares por mês.

MK3 PoweredJacket – Sagawa Eletronic

Com 25 kg e mais de 2 m, é feito com fibra de carbono e alumínio. Funciona imitando os movimentos de seu operador e usa um sistema articulado acionado por 14 motores que são colocados nos braços e nas pernas – pode fazer muitos movimentos e é capaz de subir escadas e aguentar um peso de até 15 kg.

Além disso, tem um mecanismo de estabilização para caminhar e outro de controle de forças das mãos para manipular objetos pequenos sem o risco de quebrar.

Pode custar até 123 mil dólares.

SEnS (SensorimotorEnhancingSuit)

Esse protótipo foi criado na Universidade de Hiroshima com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de pessoas fracas, como idosos e aqueles que trabalham em condições extremas. Diferente dos outros exoesqueletos, a novidade é feita de tecidos em camadas capaz de funcionar como um tipo de músculo de suporte. Como ainda está na fase de testes, o modelo não tem custo estipulado. A ideia é que, no futuro, a invenção seja feita sob encomenda – conforme os movimentos musculares de cada um.