A nova onda da culinária japonesa

A nova onda da culinária japonesa

Comer comida japonesa se tornou um hábito entre grande parte dos brasileiros. Com uma fruta tropical aqui, um camarão empanado ali, os sushis e sashimis foram ganhando novas versões e espaço em meio à variada gastronomia do Brasil. Hoje, com um restaurante em cada esquina, a culinária oriental já está incorporada à cultura do ocidente, mas isso não faz tanto tempo como parece.

No começo do século 20, quando os primeiros japoneses chegaram ao País, perceberam a necessidade de adaptar seus costumes alimentares. Era difícil encontrar os mesmos produtos que consumiam no Japão, e a solução foi improvisar durante um tempo. Cerca de meio século depois, ficou mais fácil importar alguns alimentos e, aos poucos, os imigrantes foram iniciando o comércio gastronômico.

De acordo com o chef Eduardo Ogata, a oportunidade de expandir os conceitos dessa cozinha era visível. “O próprio Japão resolveu apostar em sua gastronomia para mostrar sua potência como país. Deu tão certo que existem milhões espalhados pelo mundo. Quem, afinal, nunca ouviu falar em sushi e sashimi?”, indaga o especialista.

Se no início esses restaurantes eram frequentados apenas por nipo-brasileiros, nas últimas décadas eles cresceram e começaram a atrair fortemente o público local e também os estrangeiros de passagem pelo Brasil. Mas ficou mais fácil agradar o paladar com receitas adaptadas e, para isso, não faltou imaginação dos chefs de cozinha.

Primeiro vieram os sushis com frutas – como o Califórnia roll, com recheio de manga ou morango –, depois as versões apimentadas, com molho doce, cream cheese, geleia, crispy, entre outras. “Hoje, a inovação vem com a criatividade em cada local que recebe aqueles mais abertos a experiências visuais e de paladar e se adaptam à brasilidade, com a matéria-prima que aqui é disponibilizada”, ressalta Ogata.

E para a refeição ficar completa, ainda tem as sobremesas, como o sorvete de tempurá (bolinho com recheio de sorvete coberto por uma massa frita), e as bebidas, como a sakerinha (versão da caipirinha feita com sakê). Seja da maneira tradicional ou com adaptações, as iguarias japonesas chegaram para ficar no cardápio nacional.