Times de esportes eletrônicos deixam de ser “jogos de azar”

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Conhecidos como e-Sports, os jogos on-line eram muito restritos no Japão devido à antiga lei criada para acabar com torneios virtuais de pôquer por conta do abuso da Yakusa (organização criminosa transnacional) na década de 1980. Por causa de muitas leis, esses torneios foram tratados como apostas, sendo comparados aos jogos de azar e isso impedia que taxas de prêmios fossem levantadas pela venda de ingressos.

Tudo isso limitou o número de torneios no país e impediu que os jogadores ganhassem a vida com jogos. Porém, após o anúncio da KeSPA (Korean eSports Association) de tentar superar a lei para ganhar licenças oficiais de jogadores profissionais, as coisas começaram a mudar.

Os e-Sports vêm crescendo cada vez mais, mas ainda existem barreiras que precisam ser vencidas. Isso já está prestes a mudar por conta da criação da JeSU (Japan e-Sports Union), união que regulamenta a competição de games on-line no país. Ela permite que jogadores recebam de empresas a licença de jogador profissional autorizando a competição profissional e as devidas premiações.

A Capcom (companhia japonesa que publica e desenvolve games) já indicou 22 jogadores de Street Fighter para inaugurarem a revolução e serem pioneiros do movimento, podendo, assim, receber as licenças.

Para a inauguração, o Japão organizou um grande evento, o Tokaigi 2018, que aconteceu em 10 e 11 de fevereiro, e reuniu grandes nomes dos fighting games.

Pela primeira vez, os e-Sports participarão dos Jogos Asiáticos de 2022. Apesar de tudo, o Japão ainda está um pouco atrasado nessa modalidade e terá que se aperfeiçoar mais um pouco.