Família Imperial do Japão representa símbolo do Estado pela figura do imperador

Família Imperial do Japão representa símbolo do Estado pela figura do imperador

Considerada a monarquia mais antiga do mundo, a Família Imperial do Japão é símbolo de respeito e admiração pela população do país. O regimento é exercido pelo primeiro-ministro Shinzo Abe. No entanto, o imperador Akihito representa o Estado e o povo japonês.

A imagem da Família Imperial é reverenciada por todos no país e diversas tradições ainda são mantidas, como o cumprimento de deveres sociais e cerimoniais, a saudação do ano novo com sua mensagem de paz e a presença do imperador ao lado da família em seu aniversário no Palácio Imperial, às vistas do público.

Com o passar dos tempos, algumas mudanças ocorreram na estrutura da Família. Após o término da 2ª Guerra Mundial, em 1945, e derrota do Japão, a Casa Imperial reduziu seu tamanho e preservou os descendentes da linhagem masculina do imperador Taisho (1879-1926).

Na composição principal da Casa Imperial, está o casal Akihito e Michiko, com os filhos Naruhito e Akishino. Ao todo, são 20 membros do Trono do Crisântemo, como é chamado, pela flor que simboliza o país e que representa o escudo de armas do imperador.

Visita do príncipe Akishino ao Brasil - No ano passado, foram comemorados os 120 anos da amizade entre Brasil e Japão, e a comunidade japonesa no Brasil teve contato com o príncipe Akishino (segundo na linha sucessória ao trono) e sua esposa Kiko.

O casal visitou em outubro, dez cidades, entre as quais São Paulo, Brasília, Marília, Campo Grande e Rio de Janeiro, onde foi recebido com grande admiração pelas pessoas e convidado para cerimônias protocolares com autoridades políticas. Prefeitos, governantes e até a presidenta da República, Dilma Roussef, puderam se reunir com Akishino.

Para a presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, Harumi Goya, a visita chamou atenção para o fortalecimento das relações entre os países, sem contar na relevância da comunidade nipo-brasileira, com a maior concentração de japoneses fora do Japão.

“Esta é a segunda vez que temos o privilégio de receber o príncipe. A primeira visita ocorreu em 1988, durante as festividades dos 80 anos da imigração japonesa no Brasil. As presenças de Suas Altezas proporcionam alento para todos nós, personagens do intercâmbio entre os dois países. Traz entusiasmo neste momento em que compartilhamos a ampla aceitação da cultura japonesa pela sociedade brasileira, e também quando assistimos a um novo impulso no intercâmbio econômico-financeiro Brasil-Japão”, destaca Goya.