Japoneses desenvolvem robôs que sentem emoções

Japoneses desenvolvem robôs que sentem emoções

A tecnologia avança e os japoneses seguem explorando novos caminhos para aprimorar a robótica. A última novidade foi criada por uma empresa de telecomunicações: Pepper, o robô emotivo, que demonstra sentimentos que variam de tristeza a alegria. Ele aprende informações com mecanismo similar ao cérebro humano, por meio de redes neurais artificiais e com conexão à internet.

Os robôs com emoções chegam para completar o time de criações de cientistas e engenheiros japoneses apoiados por instituições acadêmicas e grandes empresas. Alguns famosos são Aibo, o cãozinho que interage com as pessoas, e Asimo, o robô de 1 metro de altura desenvolvido para fazer movimentos como os dos humanos e que é capaz de correr, virar para os lados, abrir garrafas e executar outras ações usando pernas e mãos.

O Japão é um dos poucos países que tem programas ou planejamentos focados em desenvolver a inteligência artificial para diversos fins, e muitos segmentos de mercado já têm se beneficiado por ela, como as linhas de montagem das fábricas, onde os robôs servem como mão-de-obra. Muitas indústrias, especialmente a automobilística, já fazem esse tipo de inclusão (principalmente para agilizar o processo ou em tarefas mais arriscadas). No campo da saúde, eles auxiliam médicos em operações com a precisão de movimentos cirúrgicos e ainda há quem tenha seu próprio robô em casa, para fazer atividades domésticas.

Também já existem máquinas atuando como enfermeiros ou cuidadores de idosos. O Japão tem uma população de pessoas de maior idade além da média mundial e em muitos casos faltam familiares que possam cuidar das tarefas e dar conta das dificuldades do dia a dia.

Para o engenheiro industrial Roberto Kuroda, a tecnologia é cada vez mais responsável por melhorias no cotidiano. “Os japoneses são responsáveis por grandes soluções, baseado nas necessidades das pessoas. Não só na indústria, como nos casos residenciais. Isso nós vemos em grande parte das residências”, explica.

Cada vez mais os especialistas pensam em novos campos em que os robôs podem atuar. A interação com os humanos abre um campo ainda maior, e sua evolução é perceptível com o passar dos anos. Em 2003, os orientais apresentaram ao mundo o primeiro androide, Actroide DER 01, que processava falas do interlocutor e as respondia, imitava gestos e movimentos como de piscada e respiração e tinha aparência humana.

Dois fatores principais que contribuem para que o Japão pense na adoção da inteligência artificial para substituir algumas tarefas são o baixo crescimento populacional e o uso de alta tecnologia desenvolvida, que eleva a impressão do país na percepção mundial e aumenta a possibilidade de novos negócios.