A febre dos mangás no Brasil

A febre dos mangás no Brasil

Os mangás têm conquistado o mundo e especialmente os brasileiros, tendo chegado, oficialmente, há cerca de 30 anos por aqui. Mesmo num país com outra cultura, essas histórias em quadrinhos chamaram a atenção de uma legião de interessados que acabaram por se tornar fãs do gênero. Visto como produto de exportação do governo japonês por sua originalidade, o mangá chega a alcançar cifras milionárias.

No Japão, apesar de sua história secular, o estilo foi popularizado por Osamu Tezuka (criador de Astro Boy, entre outros), na década de 1950, e cada vez mais foi surgindo uma infindável produção de títulos e edições. A cultura pop japonesa – em que se inclui ainda os animês (desenhos animados) – vem influenciando jovens que cresceram lendo e assistindo a histórias de super-heróis, personagens enigmáticos, fantasiosos e surreais com olhos grandes e expressões marcantes.

Com o sucesso à vista, as editoras brasileiras também adentraram este segmento e passaram a traduzir e publicar cada vez mais títulos vindos do Japão. A Editora Abril foi uma das primeiras, em 1970. Outras empresas também começaram a lançar títulos no estilo e, mais tarde, por volta do ano 2000, editoras como a JBC e Conrad trouxeram histórias populares mais recentes, que também fizeram sucesso no mercado, como Samurai-X, Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball. Atualmente, são lançadas mais de dez histórias por mês.

“O mercado nacional está muito consolidado. São títulos e mais títulos de quadrinhos japoneses, com histórias envolventes e para todos os gostos. Não vejo um enfraquecimento deste segmento tão breve”, opina o editor de mangás Rômulo Akinaga. Seu trabalho é elaborar histórias fantásticas para o setor publicitário.

Eventos - Com o crescimento deste mercado, surgiram também os eventos anuais voltados ao tema como o Anime Friends e Comic Con. Sucessos de público, contam até com atrações internacionais para apresentações musicais, artísticas e interação com os fãs, que esperam ansiosamente pela data e participam de concursos como de cosplay, termo que faz a junção das palavras costume (fantasia) e play (brincar) – para vivenciar o personagem.

Os mangás se diferenciam em diversos estilos para atender a um público de interesses variados, mas principalmente entre uma camada de jovens, descendentes ou não. Os principais estilos existentes são: shoujo, para garotas; josei, para mulheres adultas; shounen, voltado ao público masculino jovem; e seinen, aos homens adultos.