As leis que mantém os japoneses magros

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Com uma das menores taxas de obesidade do mundo, o Japão apresenta apenas 3,7% de população adulta acima do peso. Comparado às nações mais industrializadas do planeta, o país tem concorrentes com valores alarmantes: Alemanha, França e Itália apresentam até 22% de pessoas obesas na população, enquanto os Estados Unidos aponta 33,6%.

Esse ótimo índice do Japão é fruto não só da sua cultura, como também de leis que incentivam a educação alimentar e exames preventivos periódicos.

Hábitos desde pequenos

As crianças japonesas têm cardápios saudáveis na escola por causa da Lei Shuku Iku, vigente desde 2005. Até os professores são nutricionistas, o que ajuda os pequenos a refletir sobre a alimentação.

A palavra Shuku tem ligação com comida, ao ato de comer e à dieta, e Iku é referência à educação intelectual, moral e física. Para muitas culturas asiáticas, comer é um ato social e o alimento “algo quase medicinal”. Na escola, as crianças são ensinadas sobre o valor nutricional dos alimentos, e estimuladas a preparar e a compartilhar a comida. Também não há venda de produtos que sejam industrializados, o que mantém os alunos nesse âmbito longe de comidas prejudiciais à saúde.

Controle de peso nos adultos

A Lei Metabo controla o peso dos japoneses adultos pelo incentivo da medição anual da circunferência abdominal – métrica usada para identificar propensão de doenças cardiovasculares em homens e mulheres. Além da iniciativa pública, as empresas também tem um dia anual destinado à medição, o que faz com que o controle seja efetivo. A lei prevê que as companhias estimulem os funcionários a fazerem exercícios físicos, mesmo no trajeto para o trabalho ou nas horas livres – algumas empresas contam com ginásios ou quadras para uso no horário de almoço ou pós-expediente.

Herança cultural

O incentivo das leis também é reforçado pela cultura local. Os japoneses prezam por comidas recém-preparadas e produzidas localmente. Os restaurantes, por exemplo, costumam ter pequenas hortas urbanas para produzir alimentos de forma natural. A culinária japonesa também oferece pequenas porções, uma preferência histórica que estimula uma dieta mais balanceada e evita desperdícios.