Okinawa, a província japonesa totalmente diferente das demais

Uma província japonesa com uma cultura própria e bem diferente do restante do arquipélago. Pode soar estranho, não? Mas assim é conhecida Okinawa, ilha ao sul do Japão com características vibrantes e marcantes que destoam do ar mais sério e formal dos japoneses.

Um dos lugares mais visitados por turistas na Ásia, Okinawa é rica em belezas naturais. Especialmente pelas praias paradisíacas e clima tropical.

Em sua cultura, os okinawanos – conhecidos como “uchinanchus” – preservam a música, a dança, a fraternidade entre as pessoas, além da gratidão aos antepassados.

Mas, esta não é a única característica que diferencia quem vive nas terras okinawanas das demais províncias japonesas. Historicamente, a região foi um reino independente que passou por diversas invasões e disputas.

As origens do povo okinawano ainda são um mistério: especialistas acreditam que parte da população tenha chegado pelo norte da Ásia, parte da Mongólia e do sudeste asiático.

No Brasil, os descendentes uchinanchus formam a maior comunidade fora do Japão. “São Paulo abriga a maior, cerca de 70% dos okinawanos no Brasil vivem em terras paulistas”, conta o especialista Shinji Yonamine. Cidades como São Caetano do Sul, Santo André, Mauá, Suzano e Guarulhos contam com grandes concentrações.

Outra particularidade é que, quem faz parte das famílias de Okinawa se reconhecem apenas pelo sobrenome. Portanto, os mais comuns são Higa, Kanashiro, Kinjo, Oshiro, Miyashiro, Arakaki. É um deles? Então, com certeza, será reconhecido em uma roda de okinawanos.

Para compreender os valores únicos dessa comunidade, o ideal é conhecer dois conceitos fundamentais: o “ichaariba choode”, que significa “uma vez que nos encontramos, somos irmãos”; e o espírito “yuimaru”, os laços de solidariedade okinawana.

Unidos, parentes e amigos montaram no Brasil negócios nas áreas de ferragens, materiais de construção, mercearia e perfumaria. Empreendimentos que “cresceram por meio da colaboração, ajuda e orientação, mantendo sempre vivo o espírito de solidariedade”, explica Yonamine.