Projeto Japan House traz tecnologia, arte e negócios do Japão para São Paulo

Projeto Japan House traz tecnologia, arte e negócios do Japão para São Paulo

Um espaço que reúne tecnologia, negócios e cultura tradicional: esta será a Japan House (Casa do Japão), com inauguração prevista para março de 2017. A ideia é transmitir um novo olhar sobre o Japão contemporâneo, em um local marcante para São Paulo: a Avenida Paulista.

A iniciativa é do Ministério dos Negócios Estrangeiros do governo do Japão, em cooperação com empresas privadas e grupos que buscam o fortalecimento do intercâmbio Brasil-Japão. As obras de reconversão do prédio começam em abril deste ano, sob o comando do arquiteto japonês Kengo Kuma, reconhecido internacionalmente com construções no Japão, China, França, Suíça, Itália e Reino Unido. Kuma trará a São Paulo os traços que identificam seu trabalho, reconhecido pelo uso inovador de materiais naturais, como a madeira e o papel, para criar espaços de leveza e luminosidade.

O cônsul-geral do Japão em São Paulo e presidente do comitê executivo da Japan House, Takahiro Nakamae, explica que o intuito é promover o encontro de informações sobre o arquipélago. “A nossa ideia é que as pessoas entrem na Japan House e se sintam no Japão. Não mediremos esforços para que esse espaço se torne um admirável investimento e um grande símbolo do relacionamento entre o Brasil e o Japão moderno”.

“As pessoas vão poder entender e se aproximar ainda mais do Japão. Esse novo espaço reunirá arte, gastronomia e tecnologia em uma verdadeira imersão na cultura japonesa. Além de criar novas pontes entre os dois países nas áreas comercial e empresarial, ampliando e fortificando a relação entre Brasil e Japão”, completa a diretora executiva da Japan House, Angela Tamiko Hirata.

Os investimentos no projeto são de cerca de 30 milhões de dólares até março de 2019. As atividades serão financiadas por verbas específicas do governo japonês, enquanto certos eventos e programas poderão contar com o apoio de empresas privadas. “A instituição também gerará receitas por meio da venda de serviços e produtos em seus espaços, para poder manter suas atividades em andamento”, destaca Hirata.

Além de São Paulo, Londres e Los Angeles também receberão o projeto. Segundo Nakamae, a capital paulista foi escolhida porque é no Brasil e, principalmente, em São Paulo, onde vive a maior população de origem japonesa fora do Japão. “Essa escolha do governo japonês demonstra também a confiança que eles têm no Brasil e a importância do relacionamento entre os dois países”, destaca.