Sumô conquista adeptos brasileiros

Sumô conquista adeptos brasileiros

Considerado o esporte nacional do Japão, o sumô é uma luta entre dois oponentes num ringue (chamado dohyo) representado por um círculo fechado por uma corda grossa num chão de terra batida. O objetivo é fazer com que o adversário saia dessa área delimitada ou toque o chão com qualquer parte do corpo que não seja a planta do pé. A modalidade foi trazida ao Brasil pela comunidade japonesa e conquistou alguns adeptos. É praticada em lugares como São Paulo e reúne homens e mulheres de todas as idades.

Hoje, os praticantes são especialmente não-descendentes de japoneses que, além de se exercitarem, encaram as competições com atletas de outras regiões como uma forma de integração. “Entrei no sumô para me exercitar. Fiquei tão encantado que me dediquei aos treinos de forma constante. Hoje, tenho comigo os valores japoneses, como disciplina e respeito”, conta o jovem Hideki Mori, estudante de engenharia da computação. Segundo ele, o esforço em participar vale a pena, mesmo que tenha de acordar cedo aos finais de semana. “É apaixonante”, resume.

Simbologia, técnicas e regras do esporte

Se você assistiu a luta pela primeira vez e ficou sem entender, não se preocupe, é normal. Por trás das vestimentas exóticas e dos ritos do combate – que incluem homenagem aos deuses, pedido de proteção e reza para uma boa colheita – estão os valores religiosos milenares da própria sociedade japonesa, como postura, disciplina e respeito.

O sumô é intenso e simbólico. Mesmo sendo considerado uma prática esportiva de impacto, é bastante rico nos movimentos e interpretações. A maior parte remete aos deuses – por isso, o uso do mawashi (espécie de faixa que encobrem a barriga) e do estilo de cabelo peculiar, chamado de oicho (ginkgo – nó de folha). São aspectos que evocam os tempos antigos, assim como o ringue elevado cercado de palha.

Dentre as diversas técnicas para atacar o oponente, cerca de 70 no total, as mais comuns são o empurrão ou levantar o oponente para fora do ringue. Há, ainda, a pegada no cinturão para arremessar o outro lutador no solo, rasteira com as pernas, rápido salto para o lado para desequilibrar e empurrar o adversário, entre outras. A dignidade e compostura chamam a atenção, e falta de esportividade é desconhecida.