Tradições do casamento japonês

Tradições do casamento japonês

O casamento é um dos principais eventos quando duas pessoas decidem construir uma família. Na cultura japonesa, há duas formas de união: o tradicional Omiai Kekkon – casamentos arranjados – e o Rein’ai Kekkon – casamentos motivados pela escolha recíproca de duas pessoas e que se popularizaram no Japão após a Segunda Guerra Mundial. As religiões que tornam a união sagrada são o budismo, xintoísmo e cristianismo.

No ritual xintoísta, os trajes da comemoração traz formas e características peculiares da cultura. A noiva usa os chapéus Wataboshi, para a cerimônia religiosa; e o Tsunokakushi, para a recepção dos convidados. Ela também veste um quimono de seda adamascada com cauda Shiromuku. O branco – que, no Japão, simboliza luto – é a cor do quimono: representa o falecimento da noiva para sua família de origem, pois ela passa a ter uma nova casa com o marido. Além disso, a cor demonstra a pureza de seus sentimentos.

Por dentro do quimono, a noiva carrega dois objetos na altura do coração: o futokoro-gatana – uma espécie de punhal – e a hakoseko – uma pequena carteira com um espelho de mão, um pente e um leque dourado ou prateado. O noivo veste o haori-hakama: uma réplica dos quimonos formais usados pelos samurais do século XIX, sempre da cor preta.

Após a troca de alianças, o noivo faz um juramento e todos se levantam para a Consagração do Tamagushi – o ramo de folhas que simboliza os rituais xintoístas. Diferente de costumes ocidentais, as celebrações japonesas não têm a presença dos padrinhos. O ato termina com as palavras sagradas do mestre de cerimônias e com o auxílio das duas assistentes Miko.

Na festa, os noivos comemoram com comidas típicas e expressam gratidão aos convidados quando recebem o Shuggi Bukuro – envelopes decorados que carregam a quantidade de dinheiro referente ao grau de intimidade com o casal.